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Coronavírus: Brasil supera um milhão de casos

As mortes por coronavírus no Brasil estão se aproximando dos 50.000 e o país tem o segundo maior número de casos atrás dos EUA.

O Ministério da Saúde do Brasil disse que o país superou um milhão de casos confirmados de coronavírus na sexta-feira, com o total de mortes se aproximando rapidamente de 50.000, enquanto luta contra um clima político tenso e a piora das perspectivas econômicas.

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O Brasil confirmou seu primeiro caso do vírus em 26 de fevereiro. Ele se espalhou incansavelmente por todo o país, diminuindo o apoio ao presidente de direita Jair Bolsonaro e aumentando os temores de colapso econômico após anos de crescimento anêmico.

O Brasil registrou 1.032.913 casos confirmados, perdendo apenas para os Estados Unidos, com 1.206 novas mortes relatadas na sexta-feira para levar o total de mortes oficiais para 48.954, informou o ministério.

A verdadeira extensão do surto no Brasil excede em muito os números oficiais divulgados após as 18h (21:00 GMT) na maioria das noites, de acordo com muitos especialistas, que citam a falta de testes generalizados no país como um fator que aumenta as incertezas sobre a doença. .

Números mais altos

“Esse número de um milhão é muito menor que o número real de pessoas que foram infectadas, porque há relatos insuficientes de cinco a dez vezes”, disse Alexandre Naime Barbosa, professor de medicina da Universidade Estadual de São Paulo. . “O número real é provavelmente de pelo menos três milhões e pode chegar a 10 milhões de pessoas”.

O Ministério da Saúde do Brasil registrou 978.142 casos confirmados no total e 47.748 mortes relacionadas na quinta-feira à noite. A contagem aumentou em média diária de 25.000 novos casos e 1.000 mortes na semana passada.

O COVID-19 chegou ao Brasil por turistas ricos que retornavam da Europa para grandes cidades do sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas se espalharam pelo interior, atingindo 82% dos municípios brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

Bolsonaro, às vezes chamado de “Trunfo Tropical”, tem sido amplamente criticado por lidar com a crise. O país ainda não tem ministro permanente da saúde, depois de perder dois desde abril, após confrontos com o presidente.

Bolsonaro evitou o distanciamento social, chamando-o de medida de abandono de emprego que era mais perigosa que o próprio vírus. Ele promoveu dois medicamentos antimaláricos como remédios, cloroquina e hidroxicloroquina, apesar de poucas evidências de que funcionem.

O tratamento da crise pelo ex-capitão do exército levou os brasileiros a trocar panelas e frigideiras regularmente fora de seus apartamentos em protesto, mas isso não o impediu de entrar em caras batalhas políticas com seu próprio gabinete e a Suprema Corte, alimentando temores de instabilidade.

A pressão de Bolsonaro e o cansaço público após meses de ineficazes ordens estaduais e locais de isolamento levaram governadores e prefeitos a começar a suspender as restrições ao comércio e outras atividades econômicas.

Especialistas em saúde pública alertaram que o afrouxamento de restrições muito cedo ameaça acelerar o contágio e causar mortes.

Um surto agravado pode pesar em previsões econômicas já sombrias. O governo disse que a economia se contrairá 4,7 por cento este ano, enquanto economistas consultados pelo banco central pensam que cairá mais de 6 por cento.

 

 

 

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