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Brasil supera 1,5 milhão de casos de coronavírus enquanto a popularidade de Bolsonaro permanece intacta

Brazil's President Jair Bolsonaro gestures before a national flag hoisting ceremony in front of Alvorada Palace, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Brasilia, Brazil June 9, 2020. REUTERS/Adriano Machado

O Brasil registrou 42.223 casos adicionais de coronavírus nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde na sexta-feira, elevando o total para 1.539.081, o segundo pior surto do mundo, atrás dos Estados Unidos.

O número de mortes por coronavírus aumentou de 1.290 para 63.174, segundo o ministério.

Veja ainda:

Enquanto o número de mortos por coronavírus aumentou no Brasil, a popularidade do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro permaneceu inalterada, de acordo com a AFP.

Para seus apoiadores, o presidente não fez nada de errado, apesar de mais de 63.000 mortes e 1,5 milhão de infecções, acrescentou o relatório.

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Bolsonaro originalmente descartou o coronavírus como uma “pequena gripe” e sua oposição a bloqueios e desrespeito a medidas destinadas a reprimir a disseminação provocou uma série de críticas de alguns.

Epidemiologistas locais e a Organização Mundial da Saúde expressaram preocupação com a abordagem do presidente em um país que fica atrás apenas dos Estados Unidos em termos de total de casos e mortes por vírus.

No entanto, uma pesquisa realizada pelo Datafolha no final de junho descobriu que 32% dos brasileiros pensavam que o governo de Bolsonaro era “bom ou muito bom”, número que não caiu desde o início da crise da saúde.

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“As pessoas estão sofrendo muito financeiramente, e quando Bolsonaro diz: ‘Não podemos impedir o Brasil de trabalhar’, ele está falando com o desespero das pessoas”, disse Vinicius Valle, pesquisador de ciências políticas.

Ele diz que a maioria dos apoiadores do presidente reconhece que há um risco à saúde – mas com o Brasil marcado para uma recessão recorde este ano, muitos foram profundamente resistentes ao bloqueio.

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